A Corrente a R$ 25,00 sem frete! É o preço final! vendas@ospassarinhos.com.br

A Corrente a R$ 25,00 sem frete! É o preço final! vendas@ospassarinhos.com.br

Desde quando eu avisei que ia disponibilizar meu livro A Corrente online em forma de “blogssérie” há cerca de um mês, três sites acabaram disponibilizando o livro online. O incrível é que um deles o fez um dia antes da estréia da série no blog MEDO B.
Nos três casos, eu pedi aos blogs que retirassem do ar, por três motivos:

1º – Se alguém vai disponibilizar o meu trabalho online e gratuitamente, que seja eu, nas minha condições, já que sou o autor. E eu decidi que ele vai sair um capítulo por semana (toda a sexta-feira) pelo blog Medo B.

2º – Esse papo de divulgar o autor é interessante, tanto que eu mesmo estou fazendo, mas eu acredito que as pessoas estejam adquirindo o hábito de ter tudo de graça, seja procurando o livro para baixar ou montando blogs para fazer resenhas  literárias. Todos vivem como quiser, mas eu também tenho direito de não participar disso.

3º – Hipocrisia. Quem põe o material online não está ajudando a ninguém a não ser a si mesmo, alimentando um ego, seja como um “Robin Hood” digital admirado pelas pessoas do parágrafo anterior ou simplesmente alguém atrás de curtidas no Facebook ou seguidores no Twitter. No último caso, o blog tinha até assinatura premium, onde as pessoas pagavam uma pequena quantia mensal e podia baixar todos os livros.
Uma desculpa “cabível” para isso seria a manutenção do servidor onde estariam todos os livros “ilegais”, mas se a pessoa quer ser altruísta, por que não banca ela mesma, não é?

Uma coisa que precisa ficar clara é que, na maioria das editoras pequenas, o autor não recebe adiantamento de direitos autorais pelas vendas de seus livros. Ou seja: o diagramador recebe, revisor também, o editor, o capista… todos que fazem parte do processo de produção recebem, seja por eles integrarem o quadro de funcionários da empresa ou porque são contratados por isso.

O autor só recebe quando o livro é vendido. E mesmo quando ele recebe um adiantamento pelos direitos autorais, ele só voltará a receber alguma coisa que a a venda dos livros ultrapassar o valor que deram a ele.

Vamos fazer uma conta?

Se Joãozinho recebe R$ 5.000,00 de direitos autorais referente a um livro de R$ 25,00 ao preço de capa e o universo conspirar para que os direitos autorais dele seja de 10% do preço de capa, ele ganhará R$ 2,50 por livro vendido.

Para que ele volte a ganhar algum dinheiro em cima daquele livro no qual trabalhou um tempão, ele precisa vender acima de 2 mil livros.

Antes que você pense que R$ 5.000,00 de adiantamento por um livro é muito, devemos lembrar que em muitos dos casos um livro não atinge esse volume de venda, e em outros casos, só vai atingir depois de um ou dois anos no mercado, ou talvez numa venda para algum programa de governo.

Um autor pode viver de seu trabalho assim?

Gostaria que você pensasse que, quando você baixa um livro, você não está ferrando uma cadeia produtiva. O mercado ganha e perde toda a hora. O autor não. Se ele ganha, ele consegue viver de seu trabalho. Se ele perde, ele vai fazer outra coisa para viver e sua literatura vira um passatempo, um sonho ocasional.

Para quem reclama que livro é caro, eu digo que estou fazendo a minha parte: o meu livro, que estava à venda pela editora Draco a R$ 33,90 + frete está a R$ 25,00 sem frete comigo. Quer conhecer meu trabalho? Acesse os primeiros capítulos de A Corrente no Medo B. Quer ler o livro completo? Compre comigo. O autor agradece.

ATUALIZAÇÃO [10/01/2014]

Aqui tem a versão pdf disponibilizada por mim! Pelo menos assim eu sei quantas pessoas viram e baixaram o livro.

Se eu pudesse resumir a semana que passou em uma palavra, eu teria que inventá-la, porque meu vocabulário parco só consegue pensar numa palavra que vagamente poderia expressar a realidade, mas aí vai: Louca.

Não de louca no sentido literal, ninguém aqui ainda está ligado à base de medicamentos, é uma loucura “do bem”, como dizem as celebridades.

A semana foi o que foi porque vi as coisas realmente acontecendo, coisas que dependem de mim e de terceiros.

Começando por mim, terminei as 60 tiras para entregar a agência que vai oferecer Os Passarinhos para os jornais.

Foi uma batalha, porque sou um cara imediatista (do verbo “afobar”) e enviei para a agência 23 tiras, as únicas que eu tinha feito até o momento e eles toparam representar. Como eu precisava entregar 60, corri contra o tempo para fazê-las, sem descuidar da qualidade.

Pelas opiniões de alguns afortunados (leia-se pessoas que importuno) mostrando as tiras, a qualidade continua e eu consegui produzir a 60ª tira no último sábado, dia 05/09.

Este sábado também foi minha primeira experiência como “palestrante” no Rio.

Fui a um evento chamado BlogCamp, que visa reunir blogueiros para se divertir, assistir palestras, se divertir, mostrar alguns slides, se divertir e, no final da noite, beber. Eu estava me divertindo.

Falei junto de Clara Gomes (Bichinhos de Jardim), e o Kadu Castro (Ornitorrinco Suicida), sobre humor na Internet. Era para ser uma oficina, mas o tempo estava meio atropelado, e então virou bate-papo. Um ótimo bate-papo, por sinal.

Todo o evento estava muito legal, fiz bons contatos, conheci mais um lugar do Rio, os arredores da estação de metrô do Cantagalo. Um lugar bonito pacas!

Resumo da ópera: Sabadão dez!

Um livro a caminho!

Bem, é estranho falar da sexta agora, mas encare isso como pontuar o post por “ordem de importância”. Recebi no meio da sexta do amigo Eric Novello suas observações sobre o meu livro de terror.

Como nunca mais poderei usar uma esse trocadilho, vou fazê-lo agora: No início, fiquei “aterrorizado” com o que vi (entenderam? Livro de terror, aterrorizado… hein, hein?).

O meu livro tem cerca de 250 páginas formatado, ou seja, 98 páginas de “documento de Word”, trocando em mais miúdos ainda: 98 folhas de PAPEL CHAMEX.

Quando ele voltou, estava com grandes blocos vermelhos de texto e meio gordo: 127 páginas!

O Eric me preparou taaaaaanto para a situação, que no decorrer da leitura do livro ele me mandava e-mails esporádicos – em resposta a minha ansiedade de ficar perguntando para ele como estava ficando – com frases como “não brigue comigo”, “não me odeie”, “não me bata” e, quando o livro chegou, estava lá “nada de me odiar nem ficar deprimido!”

Passado o baque inicial, resolvi ler aquele monte de letras vermelhas e vi que o a coisa não era tão feia quando parecia, aliás, a maioria das observações eram sugestões técnicas, ou seja, a trama estava intacta e o que era melhor, aprovada!

Então a partir de amanhã volto a trabalhar num livro que começou a ser escrito em 2004, “terminado” em 2005. Não gostei do resultado dos últimos capítulos, escritos na correria, eu confesso, então ele ganhou uns anos no SPA da gaveta.

Em 2008, quando o livro iria completar cinco anos de existência, resolvi revisá-lo e reescrever os últimos cinco capítulos.

Foi esse trabalho que foi revisado pelo Eric e que, espero eu, estará em algumas semanas na mesa (ou no picotador de papel) de algumas editoras…

Agora é revisar, mandar e esperar!

Eu acho que o livro está muito legal, ou pelo menos, cumprindo o seu papel…

O Eric sonhou com o personagem do livro quando terminou de ler o livro 😉

Até outro post, falando sobre a Bienal do Livro e dos eventos fora dela…