Olá. Falei um tempo atrás no meu Facebook que voltaria a escrever textos para este blog, abandonado por causa da demanda das tiras Os Passarinhos. Nesses dois anos de sumiço do blog, muita coisa aconteceu, então o “Eu Rio Muito” será interessante do ponto de vista que, posso fazer comparações entre começo da minha estadia aqui e agora. São três anos e meio de Rio de Janeiro e o eu ainda não falo com “xis” igual. Ainda não perdi as minhas características “capixabísticas” e você, amigo leitor que se perdeu de mim nesse tempo todo saberá o que este rapaz fez para sobreviver aqui.

Mas por que reestrear o blog hoje? Bem, porque eu tinha um texto guardado que gostaria de postá-lo. Mas antes quero avisar: Este texto foi escrito antes de eu vir para o Rio e mostra minha admiração pelo lugar. Amo o Espírito Santo e isso não vai mudar, portanto, não “virei casaca”.

É que, como vou reclamar do Rio o ano todo, é de bom tom pegar leve em seu aniversário!
Parabéns Rio!

 

Meus filhos

Estevão Ribeiro

 

O que quero para meus filhos?

Quero que eles sejam a cara da mãe

Se nascerem com a cara do pai

Que ao menos tenham saúde

Que aprendam rapidamente que seu pai tem sono pesado

E, se precisarem de algo, qualquer coisa

Terão que gritar muito alto

Quero que desbravem o universo além berço

E ganhe a casa engatinhando, andando

Tudo ao seu tempo

Quero que eles corram pelo quintal

Brinquem numa rua sem saída

Me apresente um joelho ralado ao menos uma vez por semana

Quero que meus filhos tenham alegria de viver

E que respeitem os limites

Que aprendam desde cedo a respeitar as diferenças

A serem cidadãos

Não jogarem lixo no chão

Que não briguem, apenas defendam seu ponto de vista

Que eles saibam ceder

Que a minha menina, seja doce

Tenha carinho e saiba de todas as coisas na hora certa

Que traga o sorriso e o jeito maroto da mãe

A cada passo

Que as pessoas imaginem o trabalho que ela dará ao crescer

Tal qual a mãe

Que sejam expressivos, não guardem mágoas

Que tenham um cão ou dois, gatos

Conheçam pássaros, nunca tente prendê-los

Que eles aprendam que se pode ser feliz sem exageros

Que a educação é importante

E a curtição não seja sinônimo de irresponsabilidade

Que eles me ouçam, mesmo quando parecer que não tenho tanta razão

Ou nenhuma

Aprendam a ser tolerante

Quando o universo deles não for só preto e branco

Que dê um voto de confiança

Mas que também saiba que os homens são falhos

E podem ser maus

Quero que eles não percam a esperança no país, nem nos pais

Que tenham bossa no sangue

E uma alegria de viver e de contemplar o Sol de forma única

Quero que eles tenham ginga e não se acanhem numa roda de samba

E quero uma certa malícia no olhar de cada um

Quero que deixem suas marcas por onde passarem

As melhores possíveis

Aquelas que dobram até a inveja

Eu os quero lindos, respirando fundo a cada passo, confiantes

Eu quero que meus filhos sejam em qualquer lugar que escolherem para viver,

Que sejam  CARIOCAS de coração.

 

Anúncios

Como bom cidadão capixaba, eu nunca me preocupei com a bexiga. Tudo é muito perto, com comércios e locais de uso público com banheiro para fazer o pipi nosso de cada hora.

Talvez por isso eu vá muito ao banheiro. Aí, o que me acontece? Mudo para Niterói!

Pelo menos uma vez por semana enfrento a ponte Niterói-Rio (estou falando invertida porque eu tô partindo de Niterói, não tô?) e começa meu problema…

Já virou tradição: Subo a ponte e a bexiga já demonstra sinais de fraqueza. Sei que tem algo de psicológico, talvez a restrição de não poder parar no meio da ponte para um pee stop, ou por causa dessa imensidão de água, só sei que começo a suar frio, tudo abaixo da cintura fica sedado e prometo a mim mesmo que, assim que descer a ponte, eu saio do ônibus aonde for e me alivio. Só que, assim que desço da ponte, eu me convenço: “Dá pra esperar mais um pouquinho…”

E de “esperar um pouquinho” em “esperar um pouquinho” eu chego nos lugares combinados, visitando clientes, jornais, aonde for. Dou bom dia/tarde ou noite e espero a pergunta clássica: “Você quer uma água, um cafezinho?”

– Eu gostaria de saber aonde é o banheiro… e bem depressa!

Li que os taxistas usam um saquinho com areia de gato para eventualidades assim. Confesso que já pensei na possibilidade, mas não funciono bem sob pressão. Me esforço para atingir um vaso sanitário, que tem uma boca do tamanho de uma cesta de basquete, imagine acertar um saquinho de chup-chup (para os capixabas), sacolé (cariocas) ou brasinha (é assim que se chama em Minas, não?). Não dá!

Bem, por falar em pressão, vamos falar os locais “sociais” onde você, caro amigo de bexiga do tamanho de uma uva passa, pode se aliviar:

Em Niterói:

Eu só encontrei bares, restaurantes e pizzarias. Se você não consegue entrar no carão nesses lugares só para usar o banheiro, tenha sempre em mãos uma grana para se comprar algo, nem que seja um Guaravita. Mire bem se o estabelecimento tem banheiro e peça o que você vai comprar. Assim que o cara chegar, você já pergunta aonde é o banheiro. Tem alguns que eles fornecem A CHAVE para você, é dureza!

No Rio:

Central do Brasil: Se você for corajoso o bastante para regar as calçadas de lá, você não será o primeiro. Mas se é um cara sensato como eu, entre na Central e vá para o subsolo, onde você terá acesso a um banheiro por mais ou menos R$ 1,00. O lugar é uma possilga, mas vai fazer o quê? Mija nas calças, então!

Promoinfo (Centro): No shopping de informática da Av. Rio Branco tem um banheiro no subsolo, mas é pago. Acho que R$ 1,50, mas vale o preço, sempre tem um cara lá limpando a área. Mas por esse preço, melhor fazer o serviço completo!

Metrô Siqueira Campos (Copacabana): Ali tem um banheiro, mas tome cuidado! Não use os mictórios, se vir algum indivíduo com atitude suspeita. Ali fica cheio de rapazes que gastam uma boa parte do dia olhando para certas partes da anatomia masculina.

E você? Sabe onde tem bons banheiros no Rio ou em Niterói? Comente aqui ou mande uma foto para emribeiro@gmail.com que eu publico aqui!

ATUALIZADO:

Quem colocar a melhor (ou pior)  história de aperto à procura de banheiro em qualquer lugar do Brasil ou do mundo, pode ganhar um exemplar autografado do livro “Enquanto Ele Estava Morto…”, ou o álbum de hq Contos Tristes, ou ainda uma revista do personagem Tristão. O desafio vale até o próximo post. Prontos? Vamos lá!