Como bom cidadão capixaba, eu nunca me preocupei com a bexiga. Tudo é muito perto, com comércios e locais de uso público com banheiro para fazer o pipi nosso de cada hora.

Talvez por isso eu vá muito ao banheiro. Aí, o que me acontece? Mudo para Niterói!

Pelo menos uma vez por semana enfrento a ponte Niterói-Rio (estou falando invertida porque eu tô partindo de Niterói, não tô?) e começa meu problema…

Já virou tradição: Subo a ponte e a bexiga já demonstra sinais de fraqueza. Sei que tem algo de psicológico, talvez a restrição de não poder parar no meio da ponte para um pee stop, ou por causa dessa imensidão de água, só sei que começo a suar frio, tudo abaixo da cintura fica sedado e prometo a mim mesmo que, assim que descer a ponte, eu saio do ônibus aonde for e me alivio. Só que, assim que desço da ponte, eu me convenço: “Dá pra esperar mais um pouquinho…”

E de “esperar um pouquinho” em “esperar um pouquinho” eu chego nos lugares combinados, visitando clientes, jornais, aonde for. Dou bom dia/tarde ou noite e espero a pergunta clássica: “Você quer uma água, um cafezinho?”

– Eu gostaria de saber aonde é o banheiro… e bem depressa!

Li que os taxistas usam um saquinho com areia de gato para eventualidades assim. Confesso que já pensei na possibilidade, mas não funciono bem sob pressão. Me esforço para atingir um vaso sanitário, que tem uma boca do tamanho de uma cesta de basquete, imagine acertar um saquinho de chup-chup (para os capixabas), sacolé (cariocas) ou brasinha (é assim que se chama em Minas, não?). Não dá!

Bem, por falar em pressão, vamos falar os locais “sociais” onde você, caro amigo de bexiga do tamanho de uma uva passa, pode se aliviar:

Em Niterói:

Eu só encontrei bares, restaurantes e pizzarias. Se você não consegue entrar no carão nesses lugares só para usar o banheiro, tenha sempre em mãos uma grana para se comprar algo, nem que seja um Guaravita. Mire bem se o estabelecimento tem banheiro e peça o que você vai comprar. Assim que o cara chegar, você já pergunta aonde é o banheiro. Tem alguns que eles fornecem A CHAVE para você, é dureza!

No Rio:

Central do Brasil: Se você for corajoso o bastante para regar as calçadas de lá, você não será o primeiro. Mas se é um cara sensato como eu, entre na Central e vá para o subsolo, onde você terá acesso a um banheiro por mais ou menos R$ 1,00. O lugar é uma possilga, mas vai fazer o quê? Mija nas calças, então!

Promoinfo (Centro): No shopping de informática da Av. Rio Branco tem um banheiro no subsolo, mas é pago. Acho que R$ 1,50, mas vale o preço, sempre tem um cara lá limpando a área. Mas por esse preço, melhor fazer o serviço completo!

Metrô Siqueira Campos (Copacabana): Ali tem um banheiro, mas tome cuidado! Não use os mictórios, se vir algum indivíduo com atitude suspeita. Ali fica cheio de rapazes que gastam uma boa parte do dia olhando para certas partes da anatomia masculina.

E você? Sabe onde tem bons banheiros no Rio ou em Niterói? Comente aqui ou mande uma foto para emribeiro@gmail.com que eu publico aqui!

ATUALIZADO:

Quem colocar a melhor (ou pior)  história de aperto à procura de banheiro em qualquer lugar do Brasil ou do mundo, pode ganhar um exemplar autografado do livro “Enquanto Ele Estava Morto…”, ou o álbum de hq Contos Tristes, ou ainda uma revista do personagem Tristão. O desafio vale até o próximo post. Prontos? Vamos lá!