Se eu pudesse resumir a semana que passou em uma palavra, eu teria que inventá-la, porque meu vocabulário parco só consegue pensar numa palavra que vagamente poderia expressar a realidade, mas aí vai: Louca.

Não de louca no sentido literal, ninguém aqui ainda está ligado à base de medicamentos, é uma loucura “do bem”, como dizem as celebridades.

A semana foi o que foi porque vi as coisas realmente acontecendo, coisas que dependem de mim e de terceiros.

Começando por mim, terminei as 60 tiras para entregar a agência que vai oferecer Os Passarinhos para os jornais.

Foi uma batalha, porque sou um cara imediatista (do verbo “afobar”) e enviei para a agência 23 tiras, as únicas que eu tinha feito até o momento e eles toparam representar. Como eu precisava entregar 60, corri contra o tempo para fazê-las, sem descuidar da qualidade.

Pelas opiniões de alguns afortunados (leia-se pessoas que importuno) mostrando as tiras, a qualidade continua e eu consegui produzir a 60ª tira no último sábado, dia 05/09.

Este sábado também foi minha primeira experiência como “palestrante” no Rio.

Fui a um evento chamado BlogCamp, que visa reunir blogueiros para se divertir, assistir palestras, se divertir, mostrar alguns slides, se divertir e, no final da noite, beber. Eu estava me divertindo.

Falei junto de Clara Gomes (Bichinhos de Jardim), e o Kadu Castro (Ornitorrinco Suicida), sobre humor na Internet. Era para ser uma oficina, mas o tempo estava meio atropelado, e então virou bate-papo. Um ótimo bate-papo, por sinal.

Todo o evento estava muito legal, fiz bons contatos, conheci mais um lugar do Rio, os arredores da estação de metrô do Cantagalo. Um lugar bonito pacas!

Resumo da ópera: Sabadão dez!

Um livro a caminho!

Bem, é estranho falar da sexta agora, mas encare isso como pontuar o post por “ordem de importância”. Recebi no meio da sexta do amigo Eric Novello suas observações sobre o meu livro de terror.

Como nunca mais poderei usar uma esse trocadilho, vou fazê-lo agora: No início, fiquei “aterrorizado” com o que vi (entenderam? Livro de terror, aterrorizado… hein, hein?).

O meu livro tem cerca de 250 páginas formatado, ou seja, 98 páginas de “documento de Word”, trocando em mais miúdos ainda: 98 folhas de PAPEL CHAMEX.

Quando ele voltou, estava com grandes blocos vermelhos de texto e meio gordo: 127 páginas!

O Eric me preparou taaaaaanto para a situação, que no decorrer da leitura do livro ele me mandava e-mails esporádicos – em resposta a minha ansiedade de ficar perguntando para ele como estava ficando – com frases como “não brigue comigo”, “não me odeie”, “não me bata” e, quando o livro chegou, estava lá “nada de me odiar nem ficar deprimido!”

Passado o baque inicial, resolvi ler aquele monte de letras vermelhas e vi que o a coisa não era tão feia quando parecia, aliás, a maioria das observações eram sugestões técnicas, ou seja, a trama estava intacta e o que era melhor, aprovada!

Então a partir de amanhã volto a trabalhar num livro que começou a ser escrito em 2004, “terminado” em 2005. Não gostei do resultado dos últimos capítulos, escritos na correria, eu confesso, então ele ganhou uns anos no SPA da gaveta.

Em 2008, quando o livro iria completar cinco anos de existência, resolvi revisá-lo e reescrever os últimos cinco capítulos.

Foi esse trabalho que foi revisado pelo Eric e que, espero eu, estará em algumas semanas na mesa (ou no picotador de papel) de algumas editoras…

Agora é revisar, mandar e esperar!

Eu acho que o livro está muito legal, ou pelo menos, cumprindo o seu papel…

O Eric sonhou com o personagem do livro quando terminou de ler o livro 😉

Até outro post, falando sobre a Bienal do Livro e dos eventos fora dela…

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