Eu, Ana e Mauricio na MSP!

Eu, Ana e Mauricio na MSP!

Bem, como podem ver a dois posts atrás, fui a Sampa por causa de um compromisso de uma vida inteira e, de quebra, iria lançar meu livro lá. Uma coisa que aprendi na minha quarta viagem à Sampa é que a cidade não gosta de mim.

Depois de uma viagem legal, minha expectativa era com o tal frio de rachar que viria, e eu estava preparado. Seis horas da manhã na rodoviária do Tietê e cadê o frio? Eu e a minha esposa Ana esperávamos neve, baseado no que meus amigos estavam falando.

Pegamos o metrô em direção à Barra Funda e fomos apresentados ao conceito “sardinha”. Seis da matina e aquilo já fervia. Tínhamos ainda sair de uma linha e ir para outra, mas cheia ainda. Ânimos exaltados, caí em cima de algumas pessoas, chegamos amassados ao nosso destino, depois de um taxi. Esperamos duas horas para liberarem um quarto para enfim descansar.

Depois, me dirigi ao compromisso esperado: Conhecer Mauricio de Sousa! Sim, o pai da Mônica e de um bocado de personagens/filhos/personagens. O homem que ganhou a vida com traço. O homem que batia na altura do meu peito!

Foi muito estranho e legal ver aquele homem colossal ser menor do que eu. Eu esperava ver o homem que eu veria quando tivesse sete anos, ou seja, um gigante. Não me decepcionei.

O homem é um gigante.

Conheci todo o processo – do qual tinha uma idéia, mas nada substituiria VER tudo acontecendo – e me senti orgulhoso de fazer parte daquilo, mesmo que à distância. Eu produzo roteiros para o Sr. Mauricio, que logo me pediu para não o chamar de senhor. Conversamos sobre projetos futuros e apenas conversamos.

Mostrei meus outros trabalhos – que espero que ele um dia leia – e saí de lá com um orgulho do que vivi, do que vi. Eu vi um homem que faz o que gosta há cinqüenta anos.

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Ah, sobre meu lançamento? Bem, feito às pressas, sem divulgação… Poucos gatos pingados foram lá me prestigiar. O tal frio que eu esperava – eu REALMENTE queria sentir uma noite fria – São Paulo não me deu. Só o senti de partida, quando peguei o ônibus de volta para o Rio de Janeiro. É por essas e outras que acho que São Paulo não gosta de mim… mas o Mauricio gosta!

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