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	<title>Eu Rio muito</title>
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	<description>Histórias de um Capixaba no Rio de Janeiro</description>
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		<title>Eu Rio muito</title>
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		<title>MPB X MPB</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Apr 2013 18:20:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevão Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carioquices]]></category>
		<category><![CDATA[Bossa Nova]]></category>
		<category><![CDATA[Funk]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Sullivan]]></category>
		<category><![CDATA[MPB]]></category>
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		<category><![CDATA[Roupa Nova]]></category>

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		<description><![CDATA[Bem, mais um tema sério aqui (droga, assim vou ter que mudar o nome do blog), mas eu acho que este texto tem umas curiosidades que podem te interessar. Quero lhe falar sobre o Funk carioca. Alou? Você ainda está aí? Que bom! Continuando: É corriqueiro ver o pessoal do Rock falar mal do Funk [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euriomuito.wordpress.com&#038;blog=7363243&#038;post=224&#038;subd=euriomuito&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, mais um tema sério aqui (droga, assim vou ter que mudar o nome do blog), mas eu acho que este texto tem umas curiosidades que podem te interessar. Quero lhe falar sobre o Funk carioca.</p>
<p>Alou? Você ainda está aí? Que bom! Continuando:</p>
<p>É corriqueiro ver o pessoal do Rock falar mal do Funk e o pessoal da MPB  falar mal do Funk, é até mais raro ver o próprio pessoal do Funk reclamar do caminho que o Funk está tomando, mas eu vejo bem menos o pessoal do Funk falar mal da galera do Rock.</p>
<p>Até porque quem gosta de geralmente gosta de Pagode, de Samba e acredite, de Rock.</p>
<p>O som que vem do morro &#8220;é de preto, de favelado&#8221; e ligado ao subúrbio, como disse o DJ André Werneck numa festa na Zona Sul. Ele disse que não tocaria funk porque o lugar onde ele tocava é de outro nível, (esse sou eu simplificando a fala do cara).</p>
<p>Funk é ligado ao tráfico porque é o som preferido pelos traficantes. Se algum traficante for amante de música clássica, esta será discriminada também ? Se bem que é capaz do traficante ser discriminado, não o gênero musical.</p>
<p>Uma das coisas que mais falam sobre o Funk é a apologia ao consumo de drogas, à violência e ao sexo precoce.</p>
<p>A jornalista Rachel Sherazade chegou a fazer uma comparação, dizendo Bossa Nova é luxo e Funk é lixo.</p>
<p>O mais interessante é que a música mais representativa do Funk carioca fala de violência, mas em forma de protesto.</p>
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='510' height='317' src='http://www.youtube.com/embed/MXU4Ph9zZWQ?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span>
<p>&#8220;Eu só quero é ser feliz&#8221; (da dupla Cidinho e Doca)  fala do morador que quer ter o direito de ir e vir onde ele mora. Em momento algum faz alusão à sexualidade.</p>
<p>Já a música mais famosa da Bossa Nova (e a segunda mais regravada no mundo, segundo a propaganda da Folha), foi composta por dois senhores e é sobre uma menor de idade (Helô Pinheiro tinha 16 para 17 anos no ano de composição da música) &#8220;que passa num doce balanço a caminho do mar&#8221;. O que vocês acham que balançava? O cabelo? Os braços? O corpo inteiro? Ou era o bom e velho (nesse caso, o novo) popozão?</p>
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='510' height='317' src='http://www.youtube.com/embed/KOQShDfOwuI?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span>
<p>Aí, as pessoas se escandalizam quando um funkeiro canta &#8220;Mexe, novinha&#8221;. Claro que existem exemplos pesados, proibidões, coisa pesada mesmo.</p>
<p>Mas se o Funk faz escrachado, a MPB se valia de metáforas para falar de atos sexuais.</p>
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='510' height='317' src='http://www.youtube.com/embed/kCR5bsso4E0?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span>
<p>A música &#8220;Anjo&#8221;, de Claudio Rabello, Dalto e Renato Correa) , ao meu ver (talvez minha mente esteja me pregando uma peça), mas relata uma transa. E ao que parece, entre um experiente e uma virgem.</p>
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='510' height='317' src='http://www.youtube.com/embed/MtsmH30M728?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span>
<p>Já a música &#8220;Sonho de Amor&#8221;, de Michael Sullivan e Paulo Massadas, me parece falar de um sonho (ou de ato) sexual, &#8220;com estrelas rodando em carrossel, testemunhas do amor, eu e você&#8221;. Detalhe: Patrícia Marx não parecia ter mais do que 14 anos quando cantou essa música&#8230;</p>
<p>Se garimpar achamos muitas mensagens nas entrelinhas. Mas fora a sutileza e o escracho, achamos o preconceito de ambos os lados da música brasileira.</p>
<p>Outra hora visitarei o tema novamente, com mais tempo para pesquisa.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/euriomuito.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/euriomuito.wordpress.com/224/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euriomuito.wordpress.com&#038;blog=7363243&#038;post=224&#038;subd=euriomuito&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A felicidade simples</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Apr 2013 05:07:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevão Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capixabices]]></category>
		<category><![CDATA[Andorinhas]]></category>
		<category><![CDATA[Banda Ceciliando Abel de Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[ES]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito Santo]]></category>
		<category><![CDATA[Itararé]]></category>
		<category><![CDATA[Peixe]]></category>
		<category><![CDATA[UFES]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória]]></category>

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		<description><![CDATA[Os olhos de hoje distorcem o passado. Eu sou uma pessoa que trago, inconscientemente por opção, a bagagem do meu passado triste. Na época ele não era tão triste, mas olhando de agora, percebo que a visa só não era mais complicada porque minha cabeça não entendia a situação. Eu morava com a minha mãe [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euriomuito.wordpress.com&#038;blog=7363243&#038;post=219&#038;subd=euriomuito&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Os olhos de hoje distorcem o passado.</p>
<p>Eu sou uma pessoa que trago, inconscientemente por opção, a bagagem do meu passado triste.</p>
<p>Na época ele não era tão triste, mas olhando de agora, percebo que a visa só não era mais complicada porque minha cabeça não entendia a situação.</p>
<p>Eu morava com a minha mãe e mais cinco irmãos em Itararé, na ilha de Vitória/ES. Minha mãe fazia bicos e minhas irmãs, quando não moravam na casa de parentes para diminuir os custos em casa, viviam como domésticas, dormindo no serviço.</p>
<p>Não é difícil achar hoje uma família que passou necessidade, que não teve conforto na vida. No meu caso, eu não sabia o que era conforto. Se eu não sabia, como eu poderia sentir falta? A ignorância, ou a própria ausência de um momento máximo de felicidade me tornava uma pessoa que, em meu cotidiano, era feliz.</p>
<p>A raridade dos acontecimentos tornava pequenos momentos felizes. Minhas Havaianas eram usadas com grampos segurando as tiras, até fazer um furo nos calcanhares. Ganhar uma nova era um momento mágico.</p>
<p>E quando ganhei um Ridder? Eu era o garoto com bolhas nos pés mais feliz do mundo!</p>
<p>Eu ia ao barbeiro a cada três meses. As pessoas me reparavam, os amigos davam tapas, &#8220;estreando&#8221; o visual. Outros perguntavam se eu tinha ido parar na Febem. Era uma piada maldosa, mas reparavam no cabelo, né?</p>
<p>Talvez o momento mais crítico era a alimentação.</p>
<p>Pão era algo raro, mas vez ou outra tinha. Eu, assim como meus irmãos antes de mim, era responsável por trazer o pão para casa, fazendo um pequeno trabalho na vizinhança. Nós levávamos peças de biquinis para duas irmãs, que trabalhavam em casa. Uma costurava e a outra arrematava. Como moravam há cerca de 2 quadras, usavam crianças para levarem as peças de um lugar ao outro. Assim ganhávamos um troco, o equivalente a um real, mais ou menos, pelo trabalho.</p>
<p>Mas quando faltava o pão, a solução era fazer bolinhos de farinha. Trigo? Não, muito caro!</p>
<p>Minha mãe fazia um bolinho de farinha de mandioca, algo simples para enganar a fome: Farinha, água e sal (eu acho que um ovo), frito no óleo.</p>
<p>Era algo enjoativo, mas era comer isso ou um copo de café com farinha. Ou farinha com açúcar. Ou abacate com farinha e açúcar, quando conseguíamos um abacate na vizinhança.</p>
<p>No almoço era arroz, feijão (ralado, para render, misturado com farinha no prato, para dar consistência) e ovo. Na verdade, a minha mãe fazia milagres: pegava dois ovos, fazia uma omelete para cinco ou seis pessoas.</p>
<p>Raramente tivemos geladeira, então carne era raridade. A não ser a linguiça. Uma &#8220;perna&#8221; (peça) e meia devia render para a família inteira. Resultado? três fatias pequenas de linguiça para cada um.</p>
<p>Ainda tinha um espertinho que tentava comer uma fatia antes, e a minha mãe dizia:</p>
<p>– Se comer agora, vou descontar na hora do almoço.</p>
<p>O suco, quando tinha, era de cajá, que pegávamos na casa de minha avó. O cajazeiro me salvou da fome algumas vezes. Outras vezes foram os vizinhos, que nos davam alguma coisa quando faltava.</p>
<p>Comer em casa não tinha graça. A comida era pouca e comíamos relativamente cedo, por já estar com fome do café da manhã. Quando eu ia para casa de algum amigo e a mãe dele me perguntava se eu já tinha almoçado, eu simplesmente dizia que sim, e ficava olhando o prato dos outros com um arrependimento aparente.</p>
<p>No começo do mês, tínhamos galinha, que durava uma semana. Passei a gostar muito de algo que eu fazia, por mim mesmo: pegar o caldo da galinha, misturar com farinha e desfiar o pequeno pedaço que me davam (geralmente pescoço e pé) no meio, com arroz. Eu chamava aquilo de arroz de doido.</p>
<p>Eu ainda chamo.</p>
<p>Os meus olhos de agora vêem a situação de pobreza extrema (nossa casa caiu e a família se dividiu para casa de parentes para nunca mais se juntar)  como algo triste, mas pensem que, aquele menino via tudo com uma felicidade simples. Muita vergonha, muitas dúvidas, de vez em quando.</p>
<p>Quando cresci um pouco mais e comecei a questionar o fato de eu não dispor das coisas que meus amigos tinham, eu procurei outra forma de ser feliz. Foi nessa época em que me mudei para Andorinhas, também na ilha.</p>
<p>Morei a uma quadra da maré, ainda uma família grande. Mãe, duas irmãs, um irmão e um sobrinho. A situação era crítica e logo meu irmão foi mandado embora de casa (aos 14 anos). A inocência havia acabado. A família diminuía, as coisas não melhoravam, e raramente eu conseguia ver a felicidade de perto.</p>
<p>Fiz parte da Banda Marcial Ceciliano Abel de Almeida, tocando surdo, depois um surdão. O pagamento era lanche nos eventos que tocávamos. Conheci o &#8220;cachorro-quente&#8221; nessa época. O tradicional pão com carne (carne moída no pão) era tradicional nesses eventos. Eu sempre escondia um desses para levar para a minha mãe.</p>
<p>Quando a situação ficou ainda pior e mudamos para às margens do mangue, ainda em Andorinhas, que paramos de passar fome: eu catava mariscos na maré baixa e pescava nas margens ou nas pontes em palafitas na maré alta.</p>
<p>Se os peixes não viessem, os mariscos faziam a festa.</p>
<p>Aos 13 anos, minha irmã me deu um dinheiro e eu comi pela primeira vez um hambúrguer. Aquela explosão de sabor, eu comia devagar, com pequenas mordidas, para fazer durar mais.</p>
<p>Mas quando eu passei perto de um ensaio de festa junina, um amigo pediu para dar uma mordida e ele comeu metade do hambúrguer.</p>
<p>Eu fiquei tão chateado que, quando ele passou de costas para mim de mãos dadas com os outros fazendo uma roda, eu o soquei nas costas. Muito forte, a ponto de ele nunca esquecer e me devolver esse mesmo soco meses depois, durante o ensaio da banda marcial. Eu achei que ia morrer quando não consegui respirar.</p>
<p>Andorinhas fica na margem oposta da Universidade Federal do Espírito Santo, e por causa disso muitos amigos meus iam comer no refeitório de lá. Eles conheciam até o que era servido nos dias da semana, e sempre me convidavam. Um dia, movido pela curiosidade e pela fome, aceitei. Enquanto cruzávamos o bairro em direção à UFES, ele me explicou como conseguia a comida.</p>
<p>Eles abordavam os garotos na fila, pedindo um ticket para entrar no refeitório. Eu achava que eles tinham algum esquema, conheciam alguém ou era como uma escola: você entrava numa fila e comia.</p>
<p>Quando eu vi que eu teria que pedir pela comida, foi que eu entendi a vida que me rondava. Eu não queria aquilo para mim, virar um pedinte na fila de um bandejão.</p>
<p>A partir daí minhas lembranças foram passadas a limpo. Tive uma vida de dificuldades ainda por muito tempo, e sim, comi naquele bandejão da UFES, no meu segundo dia do curso de Artes Visuais.</p>
<p>Hoje vejo muitas das causas do meu peso deve-se ao fato de que nunca aprendi a comer direito. Antes, eu só não tinha o que comer, ou poucas opções. Hoje, com algum recurso, eu acabo exagerando e encarando como falta grave deixar algo no prato. Isso resultou num aumento de 60kg, da minha adolescência para a fase adulta.</p>
<p>O que procuro agora é encontrar a combinação perfeita: não passar fome, mas não me privar alguns caprichos.</p>
<p>Parece simples, mas não é.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/euriomuito.wordpress.com/219/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/euriomuito.wordpress.com/219/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euriomuito.wordpress.com&#038;blog=7363243&#038;post=219&#038;subd=euriomuito&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Torta não tão capixaba</title>
		<link>http://euriomuito.wordpress.com/2013/04/06/torta-nao-tao-capixaba/</link>
		<comments>http://euriomuito.wordpress.com/2013/04/06/torta-nao-tao-capixaba/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 06 Apr 2013 04:37:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevão Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capixabices]]></category>
		<category><![CDATA[Capixabismo]]></category>
		<category><![CDATA[Carioquices]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Cristina]]></category>
		<category><![CDATA[Estevão]]></category>
		<category><![CDATA[Semana Santa]]></category>
		<category><![CDATA[Torta Capixaba]]></category>

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		<description><![CDATA[Começou assim, de forma simples: – Farei uma torta capixaba para a sexta-feira santa! A minha esposa olhou com naturalidade. Carioca da gema, eu em solo carioca&#8230; – A mamãe sempre faz bacalhau com batatas. – Ela pode até fazer, mas eu quero fazer uma torta capixaba também, ué! – Tudo bem, só não coloca [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euriomuito.wordpress.com&#038;blog=7363243&#038;post=211&#038;subd=euriomuito&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Começou assim, de forma simples:</p>
<p>– Farei uma torta capixaba para a sexta-feira santa!</p>
<p>A minha esposa olhou com naturalidade. Carioca da gema, eu em solo carioca&#8230;</p>
<p>– A mamãe sempre faz bacalhau com batatas.</p>
<p>– Ela pode até fazer, mas eu quero fazer uma torta capixaba também, ué!</p>
<p>– Tudo bem, só não coloca o tal de coentro! Vocês, capixabas, têm mania de colocar coentro em tudo!</p>
<p>– Tá. Mas vai ter que aceitar o sururu (mexilhão)!</p>
<p>– Então tem que ir no Mercado de Peixe. Não dá para confiar em mexilhão da rua.</p>
<p>– Ok.</p>
<p>Esperei ela e minha sogra no mercado. Chegamos lá e cometi o erro de principiante. Comprei o sururu e o camarão na primeira barraca. O que vi depois foi uma diferença de preços tremenda, nada que ferisse tanto o bolso, mas o orgulho, ah! O orgulho. Este sim estava ferido.</p>
<p>– Tem caranguejo desfiado – perguntei.</p>
<p>– Não, só siri.</p>
<p>O lance é que a torta capixaba, leva uma pá de coisas:</p>
<ul>
<li>Cebola, alho, azeite doce, azeitona, limão, coentro, cebolinha verde, tomate a gosto;</li>
<li>½kg de palmito natural previamente cozido;</li>
<li>200gr de siri desfiado e cozido;</li>
<li>200gr de caranguejo desfiado e cozido;</li>
<li>200gr de camarão cozido;</li>
<li>200gr de ostra cozida;</li>
<li>200gr de sururu cozido;</li>
<li>200gr de badejo desfiado e cozido;</li>
<li>500gr de bacalhau desfiado e cozido.</li>
</ul>
<p>– Eu acho ostra nojenta – disse a Ana.</p>
<p>– Então não vai entrar nem o coentro, nem a ostra, mas também não entra a azeitona&#8230;</p>
<p>– O quê?</p>
<p>– Isso mesmo! E nem o caranguejo, porque nessa #$%¨&amp;* de lugar não tem!</p>
<p>– Duplica a quantidade de siri – minha sogra agindo.</p>
<p>– Ok&#8230; e a ostra?</p>
<p>– Podemos colocar lula – a Ana agindo em causa própria.</p>
<p>– Tá. Compremos o que der e vamos ver no que dá.</p>
<p>Saímos do mercado com duas sacolas grandes de frutos do mar. Tentamos pegar um táxi em vão e esperamos cerca de meia hora no Sol com os peixes. Não fui a pessoa mais amada do ônibus. Nem em casa, porque no dia seguinte a geladeira ficou fedida.</p>
<p>– E vamos para a cozinha!</p>
<p>Descascamos camarão, cozinhamos todos os frutos do mar, cortamos, desfiamos os peixes, bati seis ovos com claras em neve que deu a liga dos frutos do mar e a espuma característica da torta.</p>
<p>– E está pronto!</p>
<div id="attachment_212" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://euriomuito.files.wordpress.com/2013/04/tortacapixaba.jpg"><img class="size-medium wp-image-212" alt="tortacapixaba" src="http://euriomuito.files.wordpress.com/2013/04/tortacapixaba.jpg?w=300&#038;h=225" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Olhem aí o resultado! Como também não pude usar cebola, a decoração ficou por conta do ovo cozido&#8230;</p></div>
<p>A família portuguesa, com certeza, olhou para o prato na panela de barro. Meus concunhados não comeram. Um porque é alérgico a camarão e o outro é cozinheiro&#8230; Minha cunhada apreciou meu esforço e, mesmo odiando camarão, pegou um pouquinho.</p>
<p>Miguel, meu enteado, fez a parte dele: comeu, elogiou, mas não quis mais um pedaço&#8230;</p>
<p>Meu sogro gostou. Minha esposa adorou. Minha sogra gostou.</p>
<p>Deu certo, né? <em id="__mceDel">Se bem que&#8230;</em></p>
<p>Meu sogro achou que fiz muita torta. Ora, era para uma família de dez e apenas quatro e meio comeram&#8230;</p>
<p>– Mas gostou mesmo? – perguntei a Sogra.</p>
<p>– Gostei. Acho que tinha muita coisa.</p>
<p>– Ah, bom&#8230; E você, Ana?</p>
<p>– Eu gostei, mas faltou algo&#8230; talvez coentro.</p>
<p>– COENTRO?</p>
<p>– É.</p>
<p>– Tá, vou confessar que a azeitona poderia ter feito a diferença&#8230;</p>
<p>– É verdade – disseram quase em coro.</p>
<p>– Acho que devemos fazer essa moqueca de novo, só que com menos coisa – minha sogra incentiva.</p>
<p>– É! Muito palmito e bacalhau – disse Ana.</p>
<p>– Palmito não, batatas! – estala os dedos a minha sogra.</p>
<p>– Bacalhau com batatas? – disse eu, ofendido.</p>
<p>– É, mas na panela da barro – disse ela, respeitosamente.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/euriomuito.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/euriomuito.wordpress.com/211/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euriomuito.wordpress.com&#038;blog=7363243&#038;post=211&#038;subd=euriomuito&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Uma conversa especial&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Apr 2013 14:54:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevão Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carioquices]]></category>
		<category><![CDATA[Os pássaros]]></category>
		<category><![CDATA[Os Croods]]></category>
		<category><![CDATA[Os Passarinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome de Down]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não acredito que seria interessante escrever de forma cronológica por aqui, até porque são quase cinco anos de &#8220;altas confusões com uma galera do barulho&#8221;, então vou contar as passagens de acordo com o meu humor, tá? Mas não poderia deixar de contar algo que me aconteceu há duas semanas. Fui ver o filme [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euriomuito.wordpress.com&#038;blog=7363243&#038;post=206&#038;subd=euriomuito&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não acredito que seria interessante escrever de forma cronológica por aqui, até porque são quase cinco anos de &#8220;altas confusões com uma galera do barulho&#8221;, então vou contar as passagens de acordo com o meu humor, tá?</p>
<p>Mas não poderia deixar de contar algo que me aconteceu há duas semanas.</p>
<p>Fui ver o filme Os Croods, um filme até interessante e em alguns momentos, emocionantes. Atualmente meus olhos têm se enchido de lágrimas quando vejo QUALQUER filme, pois como um dos meus sonhos é emocionar com um trabalho cinematográfico, quando eu vejo um trabalho bem feito, eu me emociono pelo trabalho, muitas vezes mais do que pela história.</p>
<p><a href="http://euriomuito.files.wordpress.com/2013/04/the-croods-movie.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-207" alt="The Croods Movie" src="http://euriomuito.files.wordpress.com/2013/04/the-croods-movie.jpg?w=510&#038;h=291" width="510" height="291" /></a></p>
<p>Os Croods foi um pouco de tudo. Mas não vou falar do filme, não é o foco deste post. Eu quero falar com vocês sobre uma conversa que tive, bem curtinha até, com um rapaz qual não lembro o nome (estou sendo sincero, porque não seria justo dar um nome aleatório a esse cara), enquanto esperava a hora de ver o filme.</p>
<p>Sentei numa das poltronas saguão de cinema do  Botafogo Praia Shopping e esse rapaz sentou na minha frente.</p>
<p>Óculos  fundo de garrafa, cordão, camisa do Fluminense, já com alguma idade e com Síndrome de Down, acompanhado com mais dois amigos, também Downs, e duas mulheres, parentes deles.</p>
<p>– Você vai ver qual filme?</p>
<p>– Os Croods, respodi.</p>
<p>– Eu já vi. É muito bom!</p>
<p>– Legal! E você, vai ver o que agora?</p>
<p>– Duro de Matar.</p>
<p>Ele falava um pouco alto e os óculos mostravam claramente que ele tinha um sério problema de visão. Eu tinha visto dias antes o filme Colegas, e eu preciso dizer que nunca antes eu tinha conversado com um Down. Não por opção, mas por simples falta de oportunidade.</p>
<p><a href="http://euriomuito.files.wordpress.com/2013/04/colegas.jpeg"><img class="size-full wp-image-208 alignleft" style="margin:5px;" alt="colegas" src="http://euriomuito.files.wordpress.com/2013/04/colegas.jpeg?w=510&#038;h=286" width="510" height="286" /></a>Mas o interessante é essa conversa ter acontecido depois de eu ter me emocionado tanto com o filme dos dois amigos e uma amiga que fugiram do instituto onde moravam para realizar seus maiores desejos. Eu até colaborei com a campanha #vemseanpenn do jeito que eu podia&#8230;</p>
<p>Eu considero o que aconteceu uma sincronicidade. Tenho usado muito essa palavra depois de ter descoberto o seu significado, que vou tentar explicar aqui bem rápido.</p>
<p>Sincronicidade é quando você toma conhecimento de algo e, em algum momento, numa aparente coincidência, você vê essa coisa em outro lugar.</p>
<p>Como você saber o significado de uma coisa hoje e amanhã alguém aplica essa palavra em seu convívio social e você a reconhece.</p>
<p><a href="http://euriomuito.files.wordpress.com/2013/04/vemseanpenn.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-209" alt="vemseanpenn" src="http://euriomuito.files.wordpress.com/2013/04/vemseanpenn.jpg?w=300&#038;h=243" width="300" height="243" /></a></p>
<p>– Engraçado, falávamos ontem sobre isso – diz você. Mas muitas vezes, fala-se sobre isso sempre. Você é que não se ligava porque desconhecia. A partir do momento que toma conhecimento, você reconhece o assunto, o nome, a palavra em seu convívio.</p>
<p>Mas então, voltamos à sincronicidade. O rapaz me perguntou sobre o filme eu ia ver.</p>
<p>– Mas Croods é para criança.</p>
<p>– Ué, eu sei&#8230; Mas eu gosto de animação&#8230; – disse, com uma certa vergonha, mas depois em recuperei.</p>
<p>– E também, sou ilustrador, roteirista&#8230; Gosto de ver para me inspirar! – vai que cola, né?</p>
<p>– Você é desenhista?</p>
<p>– Sou! – colou.</p>
<p>– Eu gosto de desenho!</p>
<p>– Legal! – Tirei meu tablet da bolsa e comecei a desenhar para ele e mostrei a minha primeira antologia de tiras  dOs Passarinhos (sim, viraram uma antologia e logo falo dela aqui).</p>
<p>– Muito legal! – o rapaz viu as tiras, o desenho que fiz no tablet e ficou maravilhado. Quando foi me devolver o livreto, não aceitei.</p>
<p>– Mas é seu – disse ele.</p>
<p>– Não, é seu.</p>
<p>– Eu quero também – disse o outro.</p>
<p>– Infelizmente só tenho um, mas você pode emprestar a ele, né?</p>
<p>– Claro!</p>
<p>– Bem, vou indo. Os Croods vão começar agora – coloquei meu tablet na bolsa. Foi aí que eu ouvi algo que me desconsertou:</p>
<p>– Essa sua bolsa é de menina – disse ele.</p>
<p>Eu fui zoado e paguei na mesma moeda:</p>
<p>– Essa sua camisa TAMBÉM é de menina.</p>
<p>Ele olhou para a camisa do Fluminense e gargalhamos.</p>
<p>(desculpa meus amigos do Fluzão)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/euriomuito.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/euriomuito.wordpress.com/206/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euriomuito.wordpress.com&#038;blog=7363243&#038;post=206&#038;subd=euriomuito&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">colegas</media:title>
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	</item>
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		<title>Meu presente de aniversário&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Apr 2013 03:03:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevão Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Corro contra o tempo para fazer deste post meu presente de aniversário. No dia 02 de abril de 1979, exatamente aos 15 minutos do novo dia, eu nasci. Segundo Dona Jane, minha mãe, ela segurou para que o filho não nascesse no Dia da Mentira. Mas como minha mãe teve as contrações e entrou em trabalho [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euriomuito.wordpress.com&#038;blog=7363243&#038;post=204&#038;subd=euriomuito&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Corro contra o tempo para fazer deste post meu presente de aniversário. No dia 02 de abril de 1979, exatamente aos 15 minutos do novo dia, eu nasci.</p>
<p>Segundo Dona Jane, minha mãe, ela segurou para que o filho não nascesse no Dia da Mentira. Mas como minha mãe teve as contrações e entrou em trabalho de parto no dia 1º, devo então ter nascido um pouco mentiroso.</p>
<p>Acho que não é de todo ruim, até porque o escritor é um contador de causos que,  na maior parte das vezes, não aconteceram. Mentir, mentir, eu não consigo muito. Também reconheço bem uma mentira.</p>
<p>No &#8220;face a face&#8221; era difícil me pegar no primeiro de abril. Oras, meu aniversário era no dia seguinte! Como esqueceria uma data dessas?</p>
<p>As pessoas que não tem costume de mentir muito geralmente o fazem com o queixo proeminente, uma boca mole, que não deixa a língua agir solta, formando os fonemas com se deveria. Mesmo quando caímos na conversa, acabamos por não compreender bem por causa da dicção comprometida pela vergonha. A gente acaba perguntando:</p>
<p>– Oi?</p>
<p>Ou melhor:</p>
<p>– Sério?</p>
<p>E a pessoa não consegue repetir sem rir. Ou fica com vergonha do que falou.</p>
<p>– Não, tô brincando.</p>
<p>Hoje, no &#8220;face book&#8221;, é mais difícil. Não dá para saber quem está mentindo. Cada hora, uma difamação aparece, um ponto de vista, um texto escrito por um anônimo creditado a um famoso é compartilhado a cara fez que apertamos F5 para atualizar a nossa tela.</p>
<p>Ah, não usamos F5. Não mais. Enquanto você lê algo, seus programas já avisam que você tem mais oito ou dez atualizações. Quero fazer algo que valha o seu tempo disposto aqui.</p>
<p>São quase 4 anos sem posts regulares neste blog e muita coisa mudou. Muita coisa mudou para mim também. Se o blog era para falar sobre as coisas que vivia como um capixaba aprendendo sobre o Rio, quero agora falar sobre as coisas que aprendi nesse tempo &#8220;fora&#8221;.</p>
<p>É claro que falaremos do hoje, até quando falamos do passado o pensamos com a cabeça de agora.</p>
<p>Apesar do tom sério desse texto, o nome do blog não mudou. Aqui, é para falar sobre as coisas que chateiam, mas que também nos fazem rir.</p>
<p>Principalmente se não for com você, né?</p>
<p>Vamos tentar novamente? Eu rio Muito, semanalmente no ar. Se tiver algo excepcional no meio do caminho (leia-se da semana), eu escrevo aqui também.</p>
<p>Um abraço para todos.</p>
<p>Estevão Ribeiro</p>
<p>Versão 3.4</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/euriomuito.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/euriomuito.wordpress.com/204/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euriomuito.wordpress.com&#038;blog=7363243&#038;post=204&#038;subd=euriomuito&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Meus filhos</title>
		<link>http://euriomuito.wordpress.com/2012/03/01/meus-filhos/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Mar 2012 15:06:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevão Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[eu rio muito]]></category>
		<category><![CDATA[Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá. Falei um tempo atrás no meu Facebook que voltaria a escrever textos para este blog, abandonado por causa da demanda das tiras Os Passarinhos. Nesses dois anos de sumiço do blog, muita coisa aconteceu, então o &#8220;Eu Rio Muito&#8221; será interessante do ponto de vista que, posso fazer comparações entre começo da minha estadia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euriomuito.wordpress.com&#038;blog=7363243&#038;post=199&#038;subd=euriomuito&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Olá. Falei um tempo atrás no meu Facebook que voltaria a escrever textos para este blog, abandonado por causa da demanda das tiras Os Passarinhos. Nesses dois anos de sumiço do blog, muita coisa aconteceu, então o &#8220;Eu Rio Muito&#8221; será interessante do ponto de vista que, posso fazer comparações entre começo da minha estadia aqui e agora. São três anos e meio de Rio de Janeiro e o eu ainda não falo com &#8220;xis&#8221; igual. Ainda não perdi as minhas características &#8220;capixabísticas&#8221; e você, amigo leitor que se perdeu de mim nesse tempo todo saberá o que este rapaz fez para sobreviver aqui.</p>
<p>Mas por que reestrear o blog hoje? Bem, porque eu tinha um texto guardado que gostaria de postá-lo. Mas antes quero avisar: Este texto foi escrito antes de eu vir para o Rio e mostra minha admiração pelo lugar. Amo o Espírito Santo e isso não vai mudar, portanto, não &#8220;virei casaca&#8221;.</p>
<p>É que, como vou reclamar do Rio o ano todo, é de bom tom pegar leve em seu aniversário!<br />
Parabéns Rio!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://euriomuito.files.wordpress.com/2012/03/meusfilhos.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-200" title="meusfilhos" src="http://euriomuito.files.wordpress.com/2012/03/meusfilhos.jpg?w=510&#038;h=487" alt="" width="510" height="487" /></a></p>
<h2><strong>Meus filhos</strong></h2>
<h6><strong></strong>Estevão Ribeiro</h6>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que quero para meus filhos?</p>
<p>Quero que eles sejam a cara da mãe</p>
<p>Se nascerem com a cara do pai</p>
<p>Que ao menos tenham saúde</p>
<p>Que aprendam rapidamente que seu pai tem sono pesado</p>
<p>E, se precisarem de algo, qualquer coisa</p>
<p>Terão que gritar muito alto</p>
<p>Quero que desbravem o universo além berço</p>
<p>E ganhe a casa engatinhando, andando</p>
<p>Tudo ao seu tempo</p>
<p>Quero que eles corram pelo quintal</p>
<p>Brinquem numa rua sem saída</p>
<p>Me apresente um joelho ralado ao menos uma vez por semana</p>
<p>Quero que meus filhos tenham alegria de viver</p>
<p>E que respeitem os limites</p>
<p>Que aprendam desde cedo a respeitar as diferenças</p>
<p>A serem cidadãos</p>
<p>Não jogarem lixo no chão</p>
<p>Que não briguem, apenas defendam seu ponto de vista</p>
<p>Que eles saibam ceder</p>
<p>Que a minha menina, seja doce</p>
<p>Tenha carinho e saiba de todas as coisas na hora certa</p>
<p>Que traga o sorriso e o jeito maroto da mãe</p>
<p>A cada passo</p>
<p>Que as pessoas imaginem o trabalho que ela dará ao crescer</p>
<p>Tal qual a mãe</p>
<p>Que sejam expressivos, não guardem mágoas</p>
<p>Que tenham um cão ou dois, gatos</p>
<p>Conheçam pássaros, nunca tente prendê-los</p>
<p>Que eles aprendam que se pode ser feliz sem exageros</p>
<p>Que a educação é importante</p>
<p>E a curtição não seja sinônimo de irresponsabilidade</p>
<p>Que eles me ouçam, mesmo quando parecer que não tenho tanta razão</p>
<p>Ou nenhuma</p>
<p>Aprendam a ser tolerante</p>
<p>Quando o universo deles não for só preto e branco</p>
<p>Que dê um voto de confiança</p>
<p>Mas que também saiba que os homens são falhos</p>
<p>E podem ser maus</p>
<p>Quero que eles não percam a esperança no país, nem nos pais</p>
<p>Que tenham bossa no sangue</p>
<p>E uma alegria de viver e de contemplar o Sol de forma única</p>
<p>Quero que eles tenham ginga e não se acanhem numa roda de samba</p>
<p>E quero uma certa malícia no olhar de cada um</p>
<p>Quero que deixem suas marcas por onde passarem</p>
<p>As melhores possíveis</p>
<p>Aquelas que dobram até a inveja</p>
<p>Eu os quero lindos, respirando fundo a cada passo, confiantes</p>
<p>Eu quero que meus filhos sejam em qualquer lugar que escolherem para viver,</p>
<p>Que sejam  CARIOCAS de coração.</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/euriomuito.wordpress.com/199/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/euriomuito.wordpress.com/199/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euriomuito.wordpress.com&#038;blog=7363243&#038;post=199&#038;subd=euriomuito&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">meusfilhos</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Um conto para um blog abandonado.</title>
		<link>http://euriomuito.wordpress.com/2010/07/28/um-conto-para-um-blog-abandonado/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 22:11:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevão Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capixabices]]></category>
		<category><![CDATA[Capixabismo]]></category>
		<category><![CDATA[Carioquices]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá, pessoal. Gostaria de compartilhar um conto com vocês, que acompanham este blog semiabandonado. Pior ainda com a comemoração que resolvi fazer em Os Passarinhos, fazendo uma tira por dia. Este texto era para eu enviar para o concurso Contos do Rio, mas quando li o regulamento, constatei que não podia participar porque havia publicado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euriomuito.wordpress.com&#038;blog=7363243&#038;post=195&#038;subd=euriomuito&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, pessoal. Gostaria de compartilhar um conto com vocês, que acompanham este blog semiabandonado. Pior ainda com a comemoração que resolvi fazer em <a href="http://ospassarinhos.wordpress.com">Os Passarinhos</a>, fazendo uma tira por dia.</p>
<p>Este texto era para eu enviar para o concurso Contos do Rio, mas quando li o regulamento, constatei que não podia participar porque havia publicado um livro. Para não ficar perdido em meu hd, aqui está:</p>
<h3>Carinhoso ao fim do mundo</h3>
<address>Por Estevão Ribeiro</address>
<address>
</address>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">- Você vai ficar quanto tempo por aqui? – Perguntei ao homem sentado em frente ao metrô da Carioca. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">- Até o fim <span class="il">do</span> mundo, se deixarem. – Responde, com um sorriso amarelado. Eu perguntei se ele ficaria ali tempo o bastante para eu ir ao banco, pagar umas contas. A intenção é dar o troco pra ele, pelo bom trabalho realizado ali.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Aquele senhor, que não dá para saber se é escuro assim mesmo de nascença ou se tem a pele castigada por esse sol cruel <span class="il">do</span> <span class="il">Rio</span>, deixando evidentes os descuidos consigo mesmo.  A cabeleira, que mais parecia um arbusto seco e retorcido de sua cabeça, necessita de uma paciência invejável para manter, ou um desapego total da sua imagem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Mas não posso dizer que aquele homem, que infelizmente não perguntei o nome, era desleixado. Era só olhar o cuidado que ele tinha com o seu saxofone.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">- Foi presente <span class="il">do</span> Jô! Sabe aquele apresentador “forte”? – Ele quis dizer “gordo”, assim como as amigas da minha mãe faziam quando me viam. – Ele está fortinho, né?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Não. GORDO. Eu estava gordo. Eu ainda estou gordo. E o Jô? TAMBÉM é gordo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Desculpe a confusão, é difícil formular pensamentos ao som de “As rosas não falam”, tocada de forma gutural no sax. O cara sabe fazer aquele instrumento gritar como a Elza Soares, estranhamente apaixonante. Gostaria de conseguir tirar da pequena gaita que levo na bolsa um décimo <span class="il">do</span> que aquele homem tira de seu instrumento. Eu a acaricio duas ou três vezes, contendo o impulso de tirá-la da bolsa e tocar seja lá o quê ali.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Mas o tempo era curto para mim, que ia ao banco. As contas não esperariam tanto quanto ao senhor <span class="il">do</span> sax na Carioca. Dei as costas e substitui o maravilhoso som daquele instrumento pelo <span class="il">do</span> rádio de meu celular. Entre uma música e outra, a notícia de uma nuvem formando no céu, que já cobria boa parte <span class="il">do</span> Estado, em forma circular, vindo da Europa. Cada novo informe parecia ter o cuidado de mostrar que se tratava de um fenômeno desconhecido, mas que os maiores cientistas <span class="il">do</span> país estavam empenhados em descobrir a origem daquilo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">A primeira coisa que me veio à cabeça foi: Por que nossos pesquisadores estão empenhados em descobrir se essa nuvem veio da Europa e eles certamente podem nos dizer o que é?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Como se o locutor da rádio tivesse ouvido meus pensamentos, ele me põe a par da situação:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">- Milhares de pessoas tentam fazer contato com a Europa, a procura de notícias, mas todas as comunicações foram interrompidas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Eu olho para a mulher no caixa batendo no monitor. Parece que o sistema não está funcionando. Os rostos de interrogação se repetem nos outros caixas e a minha mente conspiratória começa a funcionar. Dentro de um banco não me parece ser um bom lugar para estar no momento de pânico e eu estava começando a entrar em um.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Passei pela porta giratória com dificuldade e encontrei uma rua cheia de pessoas assustadas olhando para o céu, ao longe, a nuvem se aproximando. Meu rádio parou de funcionar antes que terminasse a declaração <span class="il">do</span> prefeito <span class="il">do</span> <span class="il">Rio</span> sobre a nuvem que se aproxima. – Fiquem em ambientes cobertos e fechados. – Dizia o homem. – Não vamos deixar acontecer aqui o que aconteceu nas maiores cidades <span class="il">do</span> mund&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">- E o que aconteceu? – Pergunto ao rádio mudo. Tento ligar para minha família, mas já prevendo a falta de sinal.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Os carros parados com cidadãos irritados dentro deles mostra que, o que afetou meu celular os afetou também. A paisagem ainda soa familiar. Pessoas de amarradas ao volante.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Corro para a entrada <span class="il">do</span> metrô da Carioca, vejo que o problema persiste por lá. Centenas de pessoas subindo as escadas, reclamando que tiveram que andar pelos túneis e trilhos para chegar à estação. Um trem com problemas? Ainda familiar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Mas com toda aquela movimentação, o senhor <span class="il">do</span> sax não estava lá. Fui seguindo a multidão em direção ao Largo da Carioca, em passos apressados, fugindo da nuvem que avançava lentamente, cobrindo tudo o que a minha vista alcança.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">No meio da multidão, ouço o som <span class="il">do</span> sax novamente. Ele tinha ido para um lugar mais aberto, mas ainda estava. Penso se devo ficar por aqui, onde ele resolveu reverenciar o desconhecido. Sem poder me despedir da família e percebendo da inviabilidade de caminhar por mais de vinte quilômetros até minha casa, acho que ficar por aqui será a melhor pedida.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Assim pensado, tiro minha gaita da bolsa. O senhor me olha.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">- Sabe tocar isso?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">- Pouca coisa. – Respondo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">- Tipo o quê?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">- Carinhoso, de Pixinguinha.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">- E de João de Barro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Eu acenei com a cabeça enquanto molhava os lábios e encaixava a gaita na boca.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Ele me responde com uma bela introdução, fazendo um sinal com a sobrancelha para que eu comece a tocar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">E assim fiz enquanto a nuvem se aproximava.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/euriomuito.wordpress.com/195/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/euriomuito.wordpress.com/195/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euriomuito.wordpress.com&#038;blog=7363243&#038;post=195&#038;subd=euriomuito&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Para relembrar: CONTOS TRISTES</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 04:39:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevão Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Projetos]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhos]]></category>
		<category><![CDATA[A Demente]]></category>
		<category><![CDATA[Contos Tristes]]></category>
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		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
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		<description><![CDATA[Ontem recebi uma notícia boa de uma livraria em Vitória. As últimas edições de que tenho notícia de Contos Tristes foram vendidas. 53 exemplares vendidos para a Prefeitura de Vila Velha, para as bibliotecas locais (imagino). Esta publicação, que demorou mais quase cinco anos para ser publicada, nasceu de um projeto híbrido de quadrinhos com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euriomuito.wordpress.com&#038;blog=7363243&#038;post=185&#038;subd=euriomuito&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://euriomuito.files.wordpress.com/2010/07/01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-186" title="01" src="http://euriomuito.files.wordpress.com/2010/07/01.jpg?w=510&#038;h=730" alt="" width="510" height="730" /></a></p>
<p>Ontem recebi uma notícia boa de uma livraria em Vitória.</p>
<p>As últimas edições de que tenho notícia de Contos Tristes foram vendidas. 53 exemplares vendidos para a Prefeitura de Vila Velha, para as bibliotecas locais (imagino).</p>
<p>Esta publicação, que demorou mais quase cinco anos para ser publicada, nasceu de um projeto híbrido de quadrinhos com literatura.</p>
<p>A idéia era fazer uma história troncal em prosa, onde um médico legista sem respeito pelos mortos está pronto para abrir uma garota. Só que ela acorda e apresenta a história de cada um dos mortos daquela sala. Estas histórias eram em quadrinhos curtas, umas em diálogos, outras em versos, mas todas em  quadrinhos. Cada uma com um artista convidado.</p>
<p>Mas quando se mete num trabalho grande, com a participação de pessoas num esquema de cooperativa (ou seja, sem grana, apenas a garantia de publicação e uma quantia de exemplares), precisamos estar dispostos a esperar. Esperar muito.</p>
<p>As histórias em quadrinhos estavam prontas, a parte em prosa não saiu por causa do excesso de trabalhos na época.</p>
<p>Deixei Contos Tristes de lado até os artistas me entregarem o trabalho. Alguns demoraram semanas, outros meses, outros não entregaram. Assim, um projeto inciado em 2003 ficou incompleto até 2007.</p>
<p>Até que surgiu o Prêmio Capixaba de Literatura, com prêmios em diversas três categorias: Romance, Poesias &amp; Crônicas e Infanto Juvenil.</p>
<p>Peguei o projeto, retomado quando encontrei <a href="http://www.masquemario.net/">Mário César</a> (Entrequadros), que ilustrou a última história pendente (as outras foram resolvidas com contos em prosa, poemas e ilustrações) e o coloquei no Prêmio.</p>
<p>Resultado: 2º lugar na categoria infanto-juvenil. Prêmio: 500 exemplares por uma obra incompleta.</p>
<p>Mais tarde, uma indicação para o HQMIX como melhor álbum independente especial.</p>
<p>Agora que Contos Tristes esgotou (temos apenas alguns exemplares na Comix, HQMIX e TRAVESSA), penso se vale à pena republicar o trabalho como deveria ser: um livro intercalado por quadrinhos. Será que rola?</p>
<p>Enquanto não decido, fique com a última história a ser feita: A Demente.</p>
<p>Existe uma curiosidade sobre esta hq. Por algum tempo, ela foi “amaldiçoada”.</p>
<p>Três desenhistas pegaram para desenhar, mas todos a deixaram, impedidos por compromissos. O Mário foi o quarto, e logo depois Contos Tristes foi publicado.</p>
<p>Quatro anos e meio depois de eu ter começado um projeto onde não tinha espaço para finais felizes.</p>
<p><a href="http://euriomuito.files.wordpress.com/2010/07/45.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-187" title="45" src="http://euriomuito.files.wordpress.com/2010/07/45.jpg?w=510&#038;h=721" alt="" width="510" height="721" /></a></p>
<p><a href="http://euriomuito.files.wordpress.com/2010/07/46.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-188" title="46" src="http://euriomuito.files.wordpress.com/2010/07/46.jpg?w=510&#038;h=720" alt="" width="510" height="720" /></a><a href="http://euriomuito.files.wordpress.com/2010/07/47.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-189" title="47" src="http://euriomuito.files.wordpress.com/2010/07/47.jpg?w=510&#038;h=721" alt="" width="510" height="721" /></a><a href="http://euriomuito.files.wordpress.com/2010/07/48.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-190" title="48" src="http://euriomuito.files.wordpress.com/2010/07/48.jpg?w=510&#038;h=721" alt="" width="510" height="721" /></a><a href="http://euriomuito.files.wordpress.com/2010/07/49.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-191" title="49" src="http://euriomuito.files.wordpress.com/2010/07/49.jpg?w=510&#038;h=721" alt="" width="510" height="721" /></a></p>
<p><strong>CONTOS TRISTES </strong>saiu no final de 2008, com 52 páginas, capa colorida, miolo p&amp;b e muitas lágrimas.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/euriomuito.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/euriomuito.wordpress.com/185/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euriomuito.wordpress.com&#038;blog=7363243&#038;post=185&#038;subd=euriomuito&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Uma semana louca&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 15:47:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevão Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capixabices]]></category>
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		<category><![CDATA[Eric Novello]]></category>
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		<category><![CDATA[Terror]]></category>

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		<description><![CDATA[Se eu pudesse resumir a semana que passou em uma palavra, eu teria que inventá-la, porque meu vocabulário parco só consegue pensar numa palavra que vagamente poderia expressar a realidade, mas aí vai: Louca. Não de louca no sentido literal, ninguém aqui ainda está ligado à base de medicamentos, é uma loucura &#8220;do bem&#8221;, como [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euriomuito.wordpress.com&#038;blog=7363243&#038;post=182&#038;subd=euriomuito&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Se eu pudesse resumir a semana que passou em uma palavra, eu teria que inventá-la, porque meu vocabulário parco só consegue pensar numa palavra que vagamente poderia expressar a realidade, mas aí vai: Louca.
</p>
<p>Não de louca no sentido literal, ninguém aqui ainda está ligado à base de medicamentos, é uma loucura &#8220;do bem&#8221;, como dizem as celebridades.
</p>
<p>A semana foi o que foi porque vi as coisas realmente acontecendo, coisas que dependem de mim e de terceiros.
</p>
<p>Começando por mim, terminei as 60 tiras para entregar a agência que vai oferecer <a href="http://ospassarinhos.wordpress.com/">Os Passarinhos</a> para os jornais.
</p>
<p>Foi uma batalha, porque sou um cara imediatista (do verbo &#8220;afobar&#8221;) e enviei para a agência 23 tiras, as únicas que eu tinha feito até o momento e eles toparam representar. Como eu precisava entregar 60, corri contra o tempo para fazê-las, sem descuidar da qualidade.
</p>
<p>Pelas opiniões de alguns afortunados (leia-se pessoas que importuno) mostrando as tiras, a qualidade continua e eu consegui produzir a 60ª tira no último sábado, dia 05/09.
</p>
<p>Este sábado também foi minha primeira experiência como &#8220;palestrante&#8221; no Rio.
</p>
<p>Fui a um evento chamado <a href="http://blogcamp.com.br/">BlogCamp</a>, que visa reunir blogueiros para se divertir, assistir palestras, se divertir, mostrar alguns slides, se divertir e, no final da noite, beber. Eu estava me divertindo.
</p>
<p>Falei junto de Clara Gomes (<a href="http://bichinhosdejardim.com/">Bichinhos de Jardim</a>), e o Kadu Castro (<a href="http://ornitorrinco-suicida.blogspot.com/">Ornitorrinco Suicida</a>), sobre humor na Internet. Era para ser uma oficina, mas o tempo estava meio atropelado, e então virou bate-papo. Um ótimo bate-papo, por sinal.
</p>
<p>Todo o evento estava muito legal, fiz bons contatos, conheci mais um lugar do Rio, os arredores da estação de metrô do Cantagalo. Um lugar bonito pacas!
</p>
<p>Resumo da ópera: Sabadão dez!
</p>
<p>&#8211;
</p>
<p><span style="font-size:15pt;"><strong>Um livro a caminho!<br />
</strong></span></p>
<p>Bem, é estranho falar da sexta agora, mas encare isso como pontuar o post por &#8220;ordem de importância&#8221;. Recebi no meio da sexta do amigo <a href="http://ericnovello.com.br/">Eric Novello</a> suas observações sobre o meu livro de terror.
</p>
<p>Como nunca mais poderei usar uma esse trocadilho, vou fazê-lo agora: No início, fiquei &#8220;aterrorizado&#8221; com o que vi (entenderam? Livro de terror, aterrorizado&#8230; hein, hein?).
</p>
<p>O meu livro tem cerca de 250 páginas formatado, ou seja, 98 páginas de &#8220;documento de Word&#8221;, trocando em mais miúdos ainda: 98 folhas de PAPEL CHAMEX.
</p>
<p>Quando ele voltou, estava com grandes blocos vermelhos de texto e meio gordo: 127 páginas!
</p>
<p>O Eric me preparou taaaaaanto para a situação, que no decorrer da leitura do livro ele me mandava e-mails esporádicos – em resposta a minha ansiedade de ficar perguntando para ele como estava ficando – com frases como &#8220;não brigue comigo&#8221;, &#8220;não me odeie&#8221;, &#8220;não me bata&#8221; e, quando o livro chegou, estava lá &#8220;nada de me odiar nem ficar deprimido!&#8221;
</p>
<p>Passado o baque inicial, resolvi ler aquele monte de letras vermelhas e vi que o a coisa não era tão feia quando parecia, aliás, a maioria das observações eram sugestões técnicas, ou seja, a trama estava intacta e o que era melhor, aprovada!
</p>
<p>Então a partir de amanhã volto a trabalhar num livro que começou a ser escrito em 2004, &#8220;terminado&#8221; em 2005. Não gostei do resultado dos últimos capítulos, escritos na correria, eu confesso, então ele ganhou uns anos no SPA da gaveta.
</p>
<p>Em 2008, quando o livro iria completar cinco anos de existência, resolvi revisá-lo e reescrever os últimos cinco capítulos.
</p>
<p>Foi esse trabalho que foi revisado pelo Eric e que, espero eu, estará em algumas semanas na mesa (ou no picotador de papel) de algumas editoras&#8230;
</p>
<p>Agora é revisar, mandar e esperar!
</p>
<p>Eu acho que o livro está muito legal, ou pelo menos, cumprindo o seu papel&#8230;
</p>
<p>O Eric sonhou com o personagem do livro quando terminou de ler o livro <img src='http://s1.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />
</p>
<p>Até outro post, falando sobre a Bienal do Livro e dos eventos fora dela&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/euriomuito.wordpress.com/182/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/euriomuito.wordpress.com/182/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euriomuito.wordpress.com&#038;blog=7363243&#038;post=182&#038;subd=euriomuito&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Dias pesados, esforços (re)compensados.</title>
		<link>http://euriomuito.wordpress.com/2009/08/23/dias-pesados-esforcos-recompensados/</link>
		<comments>http://euriomuito.wordpress.com/2009/08/23/dias-pesados-esforcos-recompensados/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 01:34:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estevão Ribeiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não tenho como explicar o sumiço, ou a falta de disciplina com este blog, mas quem acompanha Os Passarinhos sabe que eu não estou parado. Gostaria de escrever um pouco mais da vida carioca, mas pouco tenho feito, senão trabalhar, trabalhar e trabalhar dentro do quarto em minha casa usado idealizado como um mal arrumado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euriomuito.wordpress.com&#038;blog=7363243&#038;post=177&#038;subd=euriomuito&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Não tenho como explicar o sumiço, ou a falta de disciplina com este blog, mas quem acompanha <a href="http://ospassarinhos.wordpress.com/">Os Passarinhos</a> sabe que eu não estou parado.</p>
<p>Gostaria de escrever um pouco mais da vida carioca, mas pouco tenho feito, senão trabalhar, trabalhar e trabalhar dentro do quarto em minha casa usado idealizado como um mal arrumado escritório.</p>
<p>Além de roteirizar cartilhas, tenho me dedicado aos Passarinhos, que já me deram boas notícias: Eles foram publicados na revista <a href="http://mad.blogtv.uol.com.br/">MAD</a> #17, que é a deste mês e marcarão presença na MAD #18.</p>
<p><img src="http://euriomuito.files.wordpress.com/2009/08/082409_0133_diaspesados1.jpg?w=510" alt="" /></p>
<p>Além disso, os personagens, com apenas um mês de vida, são agenciados pela Intercontinental Press, empresa que cuida da distribuição de tirinhas em quadrinhos do Hagar, Fantasma, Garfield, Snoopy, Mutts e outros. Agora é produzir e esperar que os jornais se interessem pela tirinha. Torçamos e acompanhe o blog dos <a href="http://ospassarinhos.wordpress.com/">Passarinhos</a>!</p>
<p> </p>
<p><span style="font-size:15pt;"><strong>Mais uma tentativa de reconciliação com São Paulo&#8230;<br />
</strong></span></p>
<p>Na última sexta, decidi em cima da hora ir ao 21º Troféu HQMIX, evento que premia os que mais se destacam na área de quadrinhos no Brasil. Decidi pegar minha mochila, encher de livros e partir pra luta, vender meus produtos por lá. Como só consegui pegar o ônibus na rodoviária do Rio das 13h30min. A previsão para chegada era de seis horas.</p>
<p>Tudo correria perfeitamente bem, claro! Eu chegaria à rodoviária do Tietê às 19h30min e chegaria ao SESC Pompéia no máximo com 15 minutos de atraso. Isso não aconteceu. Cheguei à rodoviária às 20h40, devido ao famoso trânsito paulista. Encontrei um &#8220;nativo&#8221; legal, prestativo, que me falou da parte &#8220;nova&#8221; da estação da Luz, que me faria economizar um bom tempo no metrô. Digo &#8220;nova&#8221; porque existe há quase um ano e ainda não colocaram no mapa mostrando as estações do metrô.</p>
<p>Aproveitei que uma senhora com a sua criança e uma mala iam para o mesmo trem e a ajudei com a mala.</p>
<p>Dentro do trem, um senhor pedia ajuda as pessoas. Ele não tinha uma perna e pedia ajuda, ora para comprar uma prótese, ora para pagar a passagem da filha e dele para voltar pra casa, sabe lá Deus onde é.</p>
<p>Como poucas pessoas prestavam atenção nele, este senhor começou a perguntar diretamente as pessoas se podiam ajudar ou não:</p>
<p>- Ei, você de cabelo louro. Não vai me ajudar não? E, você? Vai dar uma ajudinha?</p>
<p>Ele chegou perto de mim.</p>
<p>- E aí, o senhor vai me ajudar a completar a passagem?</p>
<p>Eu já estava atrasado e cansado. Virei para o homem e o encarei nos olhos.</p>
<p>- Você sabia que você está CONSTRANGENDO as pessoas? – Falei.</p>
<p>- Como assim? – Perguntou o homem, sério, me olhando nos olhos. Se não estivesse com as duas mãos nas muletas, teria partido pra cima.</p>
<p>- Do modo que você pergunta para as pessoas, parece que vai assaltar se ela não der! Pedir já é feio, do modo que você está fazendo é de deixar puto!</p>
<p>- E como devo perguntar? – Perguntou me encarando.</p>
<p>- Como estava fazendo antes. Ninguém é obrigado a te dar nada aqui, cara. Não aborde as pessoas diretamente. – Me virei para o vagão e gritei. – Se alguém tem CONDIÇÕES e QUISER ajudar este homem, ajude. Ele NÃO VAI te abordar como se tivesse te assaltando mais!</p>
<p>O homem foi mais pra frente e perguntou: &#8211; Vou ver se dá certo, hein? Alguém pode me ajudar?</p>
<p>Cinco ou seis pessoas deram dinheiro a ele.</p>
<p>- Não é que deu certo? Vamos ficar rico, filha! – Falou o homem, antes de sair do vagão. A minha parada era a próxima.</p>
<p>&#8211;</p>
<p>Depois de andar uns quarteirões, cheguei ao SESC, evento já findando a primeira hora, ou seja, ninguém para se vender quadrinhos ou meus livros. Vi a mesa do Quarto Mundo e da HQMIX Livraria na frente. Dias antes pedi à livraria para ceder um espaço para colocar três produtos meus, recusado. Paciência.</p>
<p>Fui para o evento em tempo de ver a galera conhecida, que estranhamente não me reconheceram. Todos com pressa, todos já tinham feito o social antes de chegarem, todos com seus prêmios em mãos&#8230; Vendi uma HQ ou outra e aconteceu uma coisa estranha, na verdade, uma coisa recorrente nesses eventos.</p>
<p>Quando apresento meu trabalho para alguém, um editor, não importa o calibre, ou um ilustrador mais ou menos famoso, eles nem fazem menção a COMPRAR meu produto, feito com suor e publicado com trabalho.</p>
<p>Eles simplesmente embolsam, por acharem que estão fazendo um favor para gente. Se ao menos lessem o material e dessem um retorno, isso não acontece. Simplesmente olham o livro e falam: &#8211; É pra mim?</p>
<p>Caramba! Vou para um evento com o MEU DINHEIRO, não estou a uma estação de metrô de distância, me esforço para estar nos lugares para ter meu trabalho rifado por pessoas que estão por cima agora, mas já estiveram na mesma condição que eu (ou não, muitos foram financiado pelos pais&#8230;), que não metem a mão no bolso para comprar o material, nem ao menos perguntam o preço.</p>
<p>Reconheço que parte disso é da minha culpa, porque não tenho um espírito mercenário de recuperar a grana investida. Estou errando nisso, tentando acertar com Os Passarinhos e outros trabalhos que virão. Mas gostaria do que ouvir (ou ler) que mais do que algo do gênero &#8220;Estevão é um dos caras do cenário independente que mais produz&#8221;. Quero ver essa gente COMPRANDO o que produzo, também, se não for pedir demais!</p>
<p>&#8211;</p>
<p>Há umas semanas tive a grata surpresa de ler a resenha do meu livro &#8220;Enquanto Ele Estava Morto&#8230;&#8221; no site <a href="http://aguarras.com.br/2009/07/24/enquanto-ele-estava-morto-de-estevao-ribeiro/">Aguarras</a> , escrita pelo escritor, roteirista e tradutor <a href="https://twitter.com/cericn">Eric Novello</a> muito interessante, primeiro porque foi elogiosa ao livro, o que me deixou honrado, mas o fato marcante é que Eric COMPROU o livro, o que lhe &#8220;isenta&#8221; de certos cuidados com o autor, sabe? Ele não me &#8220;devia&#8221; uma crítica positiva, mas alguns resenhistas são influenciados pelo fato de ganharem um livro e precisarem &#8220;prestar&#8221; contas do &#8220;presente&#8221;. Tantas aspas, não?</p>
<p>&#8211;</p>
<p>Voltando ao HQMIX, a festa é maravilhosa, são 20 anos de prêmio, o teatro do SESC fica quase lotado, mas pede renovação. Levem seus filhos, sobrinhos, primos, pois é um evento que a garotada precisa ir. E além do mais, podemos sempre encontrar o Mauricio de Sousa por lá, além do Laerte, Angeli e grandes nomes dos quadrinhos nacionais. Encontrei a galera do <a href="http://4mundo.com/">Quarto Mundo</a> , e do comi pizza paulista com o pessoal do <a href="http://www.universohq.com/">Universo HQ</a>, tive que agüentar aquela piada VELHA que não se coloca catchup em pizza, que não existe pizza fora de São Paulo, etc&#8230; Mas tenho que concordar que nunca comi uma pizza como a de São Paulo&#8230; Até porque não comi apenas uma!</p>
<p>A noite acabou de repente, todos foram pra casa e eu me vi só na Pompéia, pensando se ia curtir a noite de Sampa ou se voltava pra casa. Peguei um táxi e consegui pegar o último ônibus para o Rio.</p>
<p>Balanço da viagem? Não sei ainda. Fiz contatos, mas conversei com poucas pessoas, não curti como poderia e a noite acabou cedo. Vamos ver o que me aguarda.</p>
<p>&#8211;</p>
<p>Quando cheguei à Niterói, tive uma sequência de boas surpresas:</p>
<p>- Ao folhear as revistas da Turma da Mônica, vi que na edição 32 do Cebolinha saiu uma história minha, A Eleição. Depois de algumas histórias recusadas pelo Maurício, tentei ler mais, estudar o estilo, que muitas vezes me escapa, talvez pelo desconhecimento dos temas que podem ou não ser abordados nas histórias da Turminha. De qualquer forma ver esta história ser publicada me fez pensar que tenho que, além de cuidar os Passarinhos, das cartilhas, de um outro grande projeto que está despontando com meu amigo <a href="https://twitter.com/morphews">PJ</a>, Pequenos Heróis, dois livros parados e arrumar uma forma de ganhar dinheiro, preciso de escrever algumas histórias para a Turminha, coisa que não faço desde junho&#8230;</p>
<p>Olha a capa do Cebolinha:</p>
<p><img src="http://euriomuito.files.wordpress.com/2009/08/082409_0133_diaspesados2.jpg?w=510" alt="" /></p>
<p>Olha a primeira página da história (a terceira da revista):</p>
<p><img src="http://euriomuito.files.wordpress.com/2009/08/082409_0133_diaspesados3.jpg?w=510" alt="" /></p>
<p>Ó a página de roteiro:</p>
<p><img src="http://euriomuito.files.wordpress.com/2009/08/082409_0133_diaspesados4.jpg?w=510" alt="" /></p>
<p>Então, quem quiser conferir a história de seis páginas, corra para as bancas!</p>
<p>&#8211;</p>
<p>Como meu sábado ainda não tinha acabado, cheguei em casa da viagem e fui saudar os três gatos de casa: Migalhas, Leão e Becca, a gata que estava grávida&#8230; e agora, não está mais! Cinco gatinhos famintos cobriam a gata de pequeno porte, mostrando que serão dias complicados os dessas semanas! Logo postarei fotos dos gatos aqui, porque eles vão precisar de lar já já&#8230;</p>
<p>&#8211;</p>
<h2>Pequenos Heróis: Editora Anunciada!</h2>
<p> </p>
<p><img src="http://euriomuito.files.wordpress.com/2009/08/082409_0133_diaspesados5.jpg?w=510" alt="" /></p>
<p>Arte por <a href="http://www.topblog.com.br/wordpress/?cat=28">Mario Cesar</a></p>
<p><img src="http://euriomuito.files.wordpress.com/2009/08/082409_0133_diaspesados6.jpg?w=510" alt="" /><img src="http://euriomuito.files.wordpress.com/2009/08/082409_0133_diaspesados7.jpg?w=510" alt="" /></p>
<p>Arte por <a href="http://www.fereleufefa.blogspot.com/">Fernanda Chiella</a> | Arte por <a href="http://viajantejaum.blogspot.com/">Jaum</a></p>
<p>Mais tarde, ao acessar a net, deparo-me com a mensagem de ninguém menos que Carlos Costa, da HQM Editora, e então, acabou-se o segredo: Posso revelar agora que os Pequenos Heróis vão sair pela editora responsável pelo Leão Negro, Invencível e Mortos Vivos! A editora é, de longe a maior investidora de quadrinhos se &#8220;Supers&#8221; brasileiros, e trará pessoal consagrado nesta Internet de Deus para o bom e velho papel, como Danilo Beyruth, Nestablo Ramos, Daniel HDR e outros!</p>
<p>Para saber mais detalhes, leia no <a href="http://hqmaniacs.uol.com.br/principal.asp?acao=materias&amp;cod_materia=624">site da editora</a>!</p>
<p>&#8211;</p>
<p>Bem, como podem ver, trabalho aos tubos, peço compreensão e não deixem de aparecer, tentarei ser mais disciplinado nas atualizações!</p>
<p>Abraço!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/euriomuito.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/euriomuito.wordpress.com/177/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=euriomuito.wordpress.com&#038;blog=7363243&#038;post=177&#038;subd=euriomuito&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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